Eu era uma bétula, esbelta na minha brancura no meio de um prado. As minhas folhas bebiam energia da luz do Sol e fixavam o verde resplandecente, dançavam ao vento em melodias como se eles fossem uma harpa. Os dias, a encurtar, deram-me um tom de mel-queimado … a geada desfolhou-me, deixando-me nua; a neve estendeu-se em torno de mim durante a minha longa sonolência.
Cada célula sentia de maneira secreta... o céu reluzia primeiro em todo o seu esplendor e depois mergulhava na quietude, o ar soprava em vendaval ou uivava ou acariciava-me num sonho... a erva envolvia-me enquanto a Terra avançava na sua rota por entre as estrelas.

