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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Escrita Criativa II

A vida que quero, mas não tenho


           Às vezes pergunto-me se tenho um caminho.
Porque, se um caminho é o corredor que nos leva à porta de tudo e de toda a felicidade, e eu continuo no “hall” de entrada, é porque não tenho um caminho?
Porque, se um caminho é a luz, aquela que nos leva até à chave de toda a sabedoria e poder, e eu estou fechada num quarto escuro, é porque não tenho um caminho?
Porque, se um caminho da vida (isto porque Ela tem muitos) está cheio de altos e baixos, urtigas e flores, e eu estou parada numa planície deserta, é porque não tenho um caminho?
Porque, se um caminho pode ser só nosso ou partilhado e nos indica a felicidade, e eu estou sozinha e infeliz no mundo, é porque não tenho um caminho?
Porque, se não sei qual é o meu caminho, é porque não tenho um caminho?
E se não tenho, quero um.
Quero ter um caminho.
Mas não quero um caminho de nuvens, para não me afundar no que é fácil.
Não quero um caminho que não queira seguir, para não chegar a meio cansada dele.
Quero um caminho que seja como o mundo. Podes começar em qualquer ponto que nunca encontras um fim.
Quero um caminho que se cruze com o teu, para saber que é meu.
Exigente?! Talvez. Mas aquele que for o meu caminho, será para sempre O Meu Caminho!

          Texto escrito por:
           Maria Duarte 
           8º A3

Escrita Criativa I

    
O álbum de recordações


        Um dia, ao andar por atalhos na casa dos meus avós, descobri no sótão um álbum de recordações, por entre teias e pó. O álbum aparentava ser velho.
        Como aquele lugar era pouco iluminado, decidi descer até ao meu quarto para investigar um pouco mais, pois tinha esperança de encontrar um daqueles medalhões antigos com fotografias de tias e avós.
        Dentro do álbum estavam fotografias dos momentos mais felizes da vida dos meus avós e eles, ao transparecerem tanta juventude e felicidade, fizeram-me perceber que a verdadeira idade dos objectos não é uma medida cronológica; apenas a sua essência tem a elasticidade do valor que lhes quiserem dar.
        Surgiu-me então a ideia de traçar a minha natureza, ou seja, a minha árvore genealógica. Ao fazer o retrato dos meus familiares, achei que a árvore estava incompleta e então, além dos laços da família, juntei os da amizade.
        Depois de completar a minha árvore genealógica especial, percebi que estava cheia de futuro, pois tinha muitas pessoas em quem me poderia apoiar para ter sucesso.
        Ao chegarem a casa, os meus avós foram até ao meu quarto e, ao verem o álbum que tinha encontrado, ficaram muito felizes. Contei-lhes a aventura que tivera e por entre fotografias e recordações lá descobri o medalhão tão desejado.

        Texto escrito por:
        Liliana Silva
        Nº.14    8ºA

sábado, 16 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Exposição 5 de Outubro

Projecto - Centenário da República:
"Encontro com os Presidentes da República nos últimos 100 anos..."

De República

sábado, 3 de julho de 2010

Participação da ESABIBLIOTECA no II Aniversário da Biblioteca Municipal

     Hino à árvore
        
        Eu era uma bétula, esbelta na minha brancura no meio de um prado. As minhas folhas bebiam energia da luz do Sol e fixavam o verde resplandecente, dançavam ao vento em melodias como se eles fossem uma harpa. Os dias, a encurtar, deram-me um tom de mel-queimado … a geada desfolhou-me, deixando-me nua; a neve estendeu-se em torno de mim durante a minha longa sonolência.
        Cada célula sentia de maneira secreta... o céu reluzia primeiro em todo o seu esplendor e depois mergulhava na quietude, o ar soprava em vendaval ou uivava ou acariciava-me num sonho... a erva envolvia-me enquanto a Terra avançava na sua rota por entre as estrelas.
        
        Nos meus braços enlaço o planeta. E no planeta um jardim, no jardim uma flor,… numa flor uma borboleta. Com as árvores…na minha sombra…na magia do instante…todos partilham o mundo com os deuses. Somos florestas virgens dos teus destinos e é nosso o solo sagrado da terra.