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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Escola galardoada com a Bandeira Verde "Eco Escolas"

O grupo que desenvolveu o Projeto “Eco Escolas”, no ano letivo 2010/2011, após uma ponderosa e elaborada maturação, decidiu comunicar, com o devido sigilo, que a Escola foi galardoada com a Bandeira Verde Eco Escolas, neste ano letivo. Mais se acrescenta que não houve qualquer tipo de corrupção, nem de aliciamento, aos membros do júri: foi mesmo fruto do trabalho de todos aqueles que se empenharam, a sério, no citado Projeto (convém informar que durante o período em que se escreveu este artigo nenhuma árvore foi maltratada, nenhum animal punido, nenhuma planta abusada! — portanto, tudo ecológico. Aliás, nem vamos imprimi-lo para não gastar recursos…)
Como, certamente, o vosso espírito arguto já se apercebeu, esta escrita contou com a prestimosa e assertiva colaboração do Grupo Produções Talvez Fictícias, Lda.

domingo, 16 de outubro de 2011

Dia Mundial da Alimentação


História ” A Srª Roda dos Alimentos”

Era uma vez uma senhora muito redondinha…esta senhora era muito redondinha e muito brincalhona. E sabem qual era a sua brincadeira preferida? Ela adorava brincar com todos os alimentos: com as cenouras, com a maça, com a cebola, com o nabo, com a abóbora, com o morango, com a couve-flor, com a alface, com a água… com as cerejas, com o ananás, com o pepino, com o pão, com o leite, com o iogurte, com o queijo, com os ovos, com o azeite, com a manteiga.
Certo dia, andava a senhora muito redondinha na sua brincadeira quando decidiu fazer um jogo com todos os alimentos. Os alimentos gostaram muito da ideia, porque também adoravam brincar. Então, a senhora muito redondinha pediu a todos os alimentos que estivessem com muita atenção para explicar o jogo:
- Todos os alimentos do mesmo grupo ou família vão juntar-se para formar um grupo – explicou a senhora muito redondinha.
- Vamos jogar? – perguntou a senhora roda.
- Sim – responderam todos os alimentos em coro.
De repente, gerou-se uma grande confusão, porque uns alimentos queriam ficar no mesmo grupo e outros não sabiam para onde haviam de ir…
A senhora roda voltou a explicar que só podiam ficar no mesmo grupo, os alimentos parecidos, por exemplo, a maçã, a pêra e outras frutas formavam um grupo…
As cenouras, as couves e outros legumes formavam outro grupo…
A massa, o arroz, o pão, outro grupo…
O leite, o queijo, os iogurtes outro grupo…
O feijão, o grão, as ervilhas formavam outro grupo…
Os ovos, a carne, o peixe juntos formavam outro grupo..
O azeite, a manteiga, o óleo outro grupo..
Depois desta explicação, os alimentos começaram a juntar-se em grupos…
Assim, a maça, o morango, a pêra, o ananás e as cerejas juntaram-se e formaram o grupo das frutas.
A seguir, o tomate, a cenoura, o pimento, a couve-flor, a alface, a cebola, a abóbora, o nabo, o pepino juntaram-se e formaram o grupo dos legumes.
Depois, a massa, o arroz, as batatas e o pão formaram o grupo dos hidratos de carbono.
O feijão, o grão, as ervilhas formaram o grupo das leguminosas.
O leite, o queijo e o iogurte formaram o grupo dos lacticínios .
Os ovos, a carne e o peixe formaram outro grupo, o das proteínas .
O azeite, a manteiga e o óleo formaram o grupo das gorduras.
Mas sobrava um alimento…a água. A senhora roda explicou que a água era muito importante e ficava nomeio de todos os outros grupos, porque todos os alimentos são constituídos por água.
Quando todos os alimentos estavam juntos em grupos, a senhora roda dos alimentos explicou que cada grupo era muito importante e que se devia comer um pouco de todos os grupos, comendo mais dos grupos maiores e menos dos grupos mais pequenos.
Autor: Martins Raquel
Retirado de : Alimentação e Educação Infantil


 


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Passatempo em Exercício de Outubro “Rir é o melhor remédio!”


 O Clube de Matemática da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) está a lançar neste mês de Outubro um bom desafio na rubrica Passatempo em Exercício de Outubro:

 “Rir é o melhor remédio!”.

 

As melhores anedotas matemáticas vão ser premiadas duplamente, a saber, as três melhores anedotas matemática vão ganhar o novo livro de Félix Klein - Matemática Elementar sob o Ponto de Vista Superior.

Para além disso, as melhores vão aparecer no Clube SPM durante o mês de Novembro. Participação até dia 20 de Outubro.


Podem participar todos os elementos do Agrupamento de Escolas de Anadia.

Aceda ao site: http://www.clube.spm.pt/arquivo/702  e boa participação em "Contactos Variáveis"  


sábado, 8 de outubro de 2011

Lousã com uma das escolas mais inovadoras do mundo em 2011




A Microsoft Corporation seleccionou o Agrupamento de Escolas da Lousã para integrar o seu programa mundial de Escolas Inovadoras, que distingue as escolas que em todo o mundo mais se destacam pela utilização da tecnologia na sala de aula.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer - Nobel da Literatura 2011


O poeta sueco Tomas Tranströmer é o Prémio Nobel da Literatura de 2011

Este poeta tem afinidadades com Portugal, bem expressas em alguma da sua poesia. Publicamos aqui dois poemas, com tradução de Luís Costa, que ilustram essa relação com o nosso país.


FUNCHAL

O restaurante do peixe na praia, uma simples barraca, 
construída por náufragos.
Muitos, chegados à porta, voltam para trás, mas não assim 
as rajadas de vento do mar.
Uma sombra encontra-se num cubículo fumarento e assa 
dois peixes, segundo uma antiga
receita da Atlântida. Pequenas explosões de alho.
O óleo flui nas rodelas do tomate. Cada dentada diz-nos que
o oceano nos quer bem,
um zunido das profundezas.

Ela e eu: olhamos um para o outro. Assim como se trepássemos 
as agrestes colinas floridas,
sem qualquer cansaço. Encontramo-nos do lado dos animais, 
bem-vindos, não envelhecemos. Mas já suportámos tantas 
coisas juntos, lembramo-nos disso, momentos em que 
de pouco ou nada servíamos (por exemplo, quando esperávamos 
na bicha para doarmos sangue ao saudável gigante –
ele tinha prescrito uma transfusão).
Acontecimentos, que nos poderiam ter separado, se não nos tivessem 
unido, e acontecimentos
que, lado a lado, esquecemos – mas eles não nos esqueceram!
Eles tornaram-se pedras. Pedras claras e escuras. Pedras de 
um mosaico desordenado.
E agora mesmo acontece: os cacos voam todos na mesma direcção, 
o mosaico nasce.
Ele espera por nós. Do cimo da parede, ilumina o quarto de hotel, 
um design, violento e doce,
talvez um rosto, não nos é possível compreender tudo, mesmo 
quando tiramos as roupas.

Ao entardecer, saímos.
A poderosa pata azul escura da meia ilha jaz expelida sobre o mar.
Embrenhamo-nos na multidão, somos empurrados, amigavelmente, 
suaves controlos,
todos falam, fervorosos, na língua estranha.
“ Um homem não é uma ilha “

Por meio deles fortalecemo-nos, mas também por meio de 
nós mesmos. Por meio daquilo que
existe em nós e que o outro não consegue ver. Aquela coisa 
que só se consegue encontrar
a ela própria. O paradoxo interior, a flor da garagem, a válvula 
contra a boa escuridão.
Uma bebida que borbulha nos copos vazios. Um altifalante 
que propaga o silêncio.
Um atalho que, por detrás de cada passo, cresce e cresce. 
Um livro que só no escuro se consegue ler.

Tomas Tranströmer
tradução de Luís Costa

*

LISBOA

No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas
subidas.
Havia duas prisões. Uma delas era para os gatunos.
Eles acenavam através das grades.
Eles gritavam. Eles queriam ser fotografados!

"Mas aqui", dizia o revisor e ria baixinho, maliciosamente,
"aqui sentam-se os políticos". Eu vi a fachada, a fachada, a fachada
e em cima, a uma janela, um homem,
com um binóculo à frente dos olhos, espreitando
para além do mar.

A roupa pendia no azul. Os muros estavam quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma dama de Lisboa:
Isto é real, ou fui eu que sonhei?

Tomas Tranströmer
tradução de Luís Costa