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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Escrita Criativa II

A vida que quero, mas não tenho


           Às vezes pergunto-me se tenho um caminho.
Porque, se um caminho é o corredor que nos leva à porta de tudo e de toda a felicidade, e eu continuo no “hall” de entrada, é porque não tenho um caminho?
Porque, se um caminho é a luz, aquela que nos leva até à chave de toda a sabedoria e poder, e eu estou fechada num quarto escuro, é porque não tenho um caminho?
Porque, se um caminho da vida (isto porque Ela tem muitos) está cheio de altos e baixos, urtigas e flores, e eu estou parada numa planície deserta, é porque não tenho um caminho?
Porque, se um caminho pode ser só nosso ou partilhado e nos indica a felicidade, e eu estou sozinha e infeliz no mundo, é porque não tenho um caminho?
Porque, se não sei qual é o meu caminho, é porque não tenho um caminho?
E se não tenho, quero um.
Quero ter um caminho.
Mas não quero um caminho de nuvens, para não me afundar no que é fácil.
Não quero um caminho que não queira seguir, para não chegar a meio cansada dele.
Quero um caminho que seja como o mundo. Podes começar em qualquer ponto que nunca encontras um fim.
Quero um caminho que se cruze com o teu, para saber que é meu.
Exigente?! Talvez. Mas aquele que for o meu caminho, será para sempre O Meu Caminho!

          Texto escrito por:
           Maria Duarte 
           8º A3

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